segunda-feira, 5 de março de 2012

Cinco ciclistas mortos em um dia. Mas jamais vão deter a Primavera



“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas. Mas jamais vão deter a Primavera".
Ernesto Che Guevara

Na sexta-feira (2), cinco vidas de ciclistas foram atropeladas pela violência do trânsito brasileiro. Mas nem mesmo toda essa brutalidade será capaz de deter a Primavera das Bicicletas.

Ao invés de assustar e intimidar, as tragédias vão levar milhares de ciclistas às ruas de todo o país em solidariedade às vítimas do trânsito e para pedir mais respeito e prioridade nas políticas públicas de mobilidade.

As Bicicletadas e Massas Críticas de todo o Brasil estão convocando um ato de ocupação das ruas na próxima terça-feira (6). Até agora, ao menos 16 cidades -- sendo 13 capitais --, das 5 regiões do país, já confirmaram a organização do protesto.

Em Curitiba, mais de 250 pessoas já confirmaram a participação na Bicicletada Nacional Extraordinária nas primeiras horas após a convocação do evento.

A Bicicletada sairá às 19 horas do Pátio da Reitoria da UFPR, no centro da capital paranaense.

O ato de Curitiba também prestará uma homenagem aos ciclistas paranaenses mortos recentemente: Edimar Nascimento (atropelado por um biarticulado) e João Kirach (atropelado por um caminhão na BR-277).

Importante

Vá de preto ou com uma fita preta amarrada na bicicleta para simbolizar o luto;
Leve faixas, cartazes e panfletos para pedir paz no trânsito;
Leve um pacote de velas para o ato em homenagem aos ciclistas mortos;
O protesto é firme no propósito, mas pacífico na ação.

Não foi acidente

Uma das tragédias ocorreu em plena Avenida Paulista, no coração de São Paulo. Um ônibus atropelou e matou a ciclista Juliana Ingrid Dias.

Outro ciclista, um homem de cerca de 30 anos, também morreu atropelado por um ônibus no Distrito Federal, na rodovia DF-001.

A outra tragédia ocorreu em Belém. Um ciclista morreu atropelado por um caminhão caçamba na rodovia BR-316. De acordo com a polícia, o ciclista andava pelo acostamento quando foi pego de surpresa pelo caminhão que tentava desviar de outro veículo.

Em Pernambuco, o motorista de um Chevette em alta velocidade atropelou e matou o servente de pedreiro Misael Severino dos Santos, de 41 anos na PE-27, Região Metropolitana do Recife.

Em Pomerode (SC), uma criança de 9 anos foi atropelada por uma caminhonete Silverado, na altura do quilômetro 10 da SC-418

Chamar de "acidentes", buscar explicações ou se ater aos detalhes de cada um dos episódios é fechar os olhos e ignorar o fato de que temos um dos trânsitos mais violentos do mundo. Uma indústria da morte que mata em média 110 brasileiros por dia; 40 mil vidas por ano.

O trânsito de São Paulo lidera o ranking de mortes envolvendo ciclistas no país, com 277 acidentes fatais em 2010 de acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DataSUS).

O Paraná, por sua vez, é o segundo estado mais violento do Brasil para os usuários de bicicleta, com 144 mortes no mesmo período.

Dentre as capitais, Curitiba é a 6ª mais perigosa para os usuários da bike. Na capital paranaense morreram em 2010 23 ciclistas. São Paulo e Rio de Janeiro encabeçam a lista com 36 mortes cada uma.

Das mortes provocadas nessa sexta-feira, duas foram causadas por ônibus, conduzidos por motoristas profissionais. Motoristas esses que são capazes de ameaçar um ciclista com a frase: "Você vai morrer, eu só vou assinar o B.O.".

Aliás, é quase certo que haverá um ou outro imbecil por aqui capaz de relinchar algo, imputando a culpa aos ciclistas, ignorando solenemente que a lei de trânsito protege e dá preferência ao menor e não motorizado. Aliás, a lei dá preferência à vida.

Mas, mesmo após a tragédia, houve quem fosse capaz de escrever nas redes sociais que "se este ciclista estivesse trabalhando, ou estudando e não passeando de bicicleta em avenida movimentada isso não teria acontecido".

Ou que "ciclista é uma raça de filho da puta" e que "se tiver passeata de ciclista no caminho que faço vou fazer que nem aquele gaúcho, passar por cima".

É esse tipo de mentalidade doentia atrás de um volante que ajuda a engrossar as estatísticas. É esse tipo de motorista que provoca "acidentes" que matam os ciclistas.

Mas é preciso deixar claro que a situação está chegando ao limite. A sociedade já não suporta mais tantas mortes e tanta impunidade.

E a resposta à tudo isso deve ser dada com mais bicicletas nas ruas. É preciso ocupar, resistir, pedalar e fazer a Primavera florescer.

***

Julie, como era carinhosamente chamada pelos amigos, era bióloga, ciclista e amante da natureza. Ela pertencia ao grupo Pedal Verde, coletivo de intervenção ambiental urbana, que estimula o uso da bicicleta e o plantio de árvores em praças e parques da cidade de São Paulo. Em homenagem a Julie foram plantadas duas cerejeiras -- sua árvore preferida -- na Praça do Ciclista.



Fonte aqui.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CCGràcia - Sábado de Carnaval 2012


Durante o inverno o CCGràcia segue com as saídas "não oficiais" de fora de temporada. Um sábado seguimos a costa sentido norte e sentido sul no sábado seguinte. O grupo é bastante heterogêneo, já que fazemos um grupo "único" misturando ciclistas dos diferentes níveis (A, B e C) e o ritmo é sempre moderado.

No sábado de carnaval descobri um pedaço "secreto" de estrada. Na real não é nada de outro mundo (apenas 750 metros), mas o que impressiona é a beleza, já que é um caminho emoldurado por árvores e vinhedos, que liga a BV-2112 e a C-31, na metade do caminho entre Sant Pere de Ribes e Vilanova i la Geltrú.


View Larger Map

O trecho fica a cerca de 50km de Barcelona.

Mais detalhes da rota no Strava

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nitto Jaguar NJS



Para quem adora aquele visual aerodinâmico de pisteiras autênticas de Keirin (e não o visual MTB-fixa-brasileiro):

Mesa Nitto Jaguar - R$ 110,00 + frete R$ 35,00 - SOLD - VENDIDO

- certificada NJS
- alumínio
- ângulo negativo de 58º
- para guidão de Ø 25,4 mm
- para espiga clássica de 1" (Ø 22,2 mm)
- 120 mm de comprimento
- 321 g
- feita em Tokyo e utilizada por corredores de Keirin nos velódromos japoneses

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Turó de l'Home

O Turó de l'Home é um desses portos míticos do ciclismo espanhol. Nunca presenciou e nunca presenciará uma final de etapa de um grande tour (se tem que subir e descer pelo mesmo lugar), mas pelas lendas e histórias contadas por quem conhece a peça, é algo que está no imaginário não só de ciclistas de estrada, mas de montanhistas e ciclistas de montanha.

Além de estar entre os picos mais altos da Catalunha, assim como o porto de Santafe de Montseny (que está ao lado e no mesmo Parque Natural de Montseny) possui terríveis rampas de até 12% e uma inclinação contínua e longa que os fazem complicados até para descer.

Não, não é coisa de outro mundo (na verdade é, a final, é um Hors Catégorie) e havia ouvido falar e lido que muitos não conseguem subir na primeira tentativa.

Antes de mais nada, gostaria de agradecer aos amigos do fórum on-line do CCGràcia por compartilhar experiências e dicas sobre o gigante de cerca de 1700 m de altitude, em especial Albert Paris (por ter paciência enquanto eu desenhava o mapa no track4bikers e por aconselhar a melhor relação pra subir - 39x28 é pouco para os 6 km finais), o Gonzalo (que fez um itinerário detalhado e que aconselhou pegar o trem até St. Celoni - dica que não segui), o grande cronista do clube, Josep Maria Plana que disse que era melhor subir e descer pelo mesmo caminho (para ter controlado onde existe gelo na estrada), Emílio por dar dicas de uma rota ainda mais difícil para abordar o Turó (e por ter me levado na roda no dia em que tive a pior câimbra da vida tempos atrás).

Enfim, depois de planejar e de entender que um porto HC oferece um prazer mórbido maior, quando se faz a coroação sozinho, me decidi pela seguinte rota:




Antes de começar a detalhar a epopeia, gostaria de contextualizar a data escolhida... Faz umas 2 semanas que uma massa de ar frio da Sibéria vem assolando a Europa e hoje foi o primeiro dia em que a máxima prevista estaria a cima dos 13ºC. Tivemos pequenos sinais de neve em Barcelona, mas o interior foi castigado com temperaturas de até -10ºC. A saída foi às 8h30min e praticamente os primeiros 40 km foram feitos com o termômetro não passando de 1ºC.

A rota do centro de Barcelona até Sant Celoni é velha conhecida e apesar do desnível positivo suave, mas constante, não apresenta maiores complicações (cerca de 50 km para esquentar o motor).

Em Sant Celoni a brincadeira começa com a subida até Mosqueroles e se mantém em "alto nível" até chegar a Fontmartina, mais ou menos.

O problema começou justamente aí em Fontmartina, pois a estrada estava fechada com uma corrente e com um aviso de proibido prosseguir (por causa da neve que caiu nos últimos dias). Daí, até a bifurcação (que deixa o caboclo com duas opções; a primeira, virar a esquerda e subir o Turó de l'Home ou ir reto em direção a Santafe) apenas algumas curvas onde não bate o sol, apresentavam gelo e nenhuma outra opção para continuar pedalando. Enfim, desde o bloqueio na estrada, seções de pelo menos 15 metros apresentavam capas de gelo e neve compactada, que obrigavam a descer e a empurrar, situação que vai piorando conforme se vai subindo, até o ponto de se tornar insuportável, já que em muitos passos, se acabava com até metade da canela afundada na neve e as rodas da bicicleta enterradas na neve.



O último km é especialmente frustrante, já que se vê as torres de comunicação tão perto e ao mesmo tempo, tão longes.



A sensação de estar lá em cima nessas condições é bastante desagradável, pois se sabe que não é um porto normal, onde normalmente subimos e logo sabemos que para descer não teremos problemas...



No caso de hoje, graças às grandes seções de estrada impraticáveis por causa do gelo, a descida foi feita quase a mesma velocidade que a subida e pelo mesmo lugar (ao invés de seguir por Santafe, dentro de toda a imprudência, achei mais prudente descer pelo mesmo caminho, seguindo a dica de Josep Maria Plana.

No fim das contas, a velocidade média foi pequena, mas a satisfação de coroar o gigante foi enorme.




Lições aprendidas:

Um porto desse calibre perde bastante por ter a "cereja do bolo" com muito gelo e neve o que me obrigou a andar. Melhor ir em uma época que faça melhor tempo;

Usar um pedivela compact não teria ido mal, já que o 39x28 ficou na estica...

Água não é problema, já que com o degelo, pude encher o bidón antes de começar a descer com a versão mais pura possível do precioso líquido.

Mais detalhes no Strava

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Colnago Pista


A nova máquina do celeiro é uma Colnago Pista conseguida recentemente aqui em Barcelona.

Além de alguns treinos no velódromo para o "bike fitting", sábado a levei para dar uma volta pela costa do Maresme.

100 km redondos a uma média de 28,3 km/h de porta a porta.

Relação: 46 x 16

Informações via Strava

Kryptonite Evolution Mini


Não precisa fazer propaganda que em termos de U-lock, a Kryptonite domina em praticidade, segurança e "hipster appeal".

O novo dono do meu antigo quadro Enrique Ali, Victor Hugo, esteve aqui em Barcelona e levou algumas unidades da famosa tranca para Curitiba.

A mercadoria está à venda por R$ 270,00 a unidade e para conseguir uma, basta entrar em contato com o camarada através do e-mail victorhugodom ARROBA gmail PONTO com

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sapatilhas de estrada Bont CTT One Carbono


Oi, amiguinhos da estrada e da pista!

Com uns trutas do velódromo, descolei um canal imbatível para conseguir as sapatilhas Bont CTT One da equipe Cervelo TestTeam.

Essas sapatilhas são bastante incríveis (com seus 250g de peso declarado pelo fabricante) e as consigo a partir da numeração 40 a preço de fábrica + envio.

Até onde sei, esse modelo não existe no Brasil, confere?

Caso estejam interessados, por favor entrar em contato clicando no meu perfil...

Preço: R$ 450,00

Envio para o Brasil: R$ 70,00

Mais info sobre a máquina aqui.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Strava - iPhone 4G X Garmin Edge 800 (em um dia de frio)


Alguns já devem ter ouvido falar no Strava e a ideia aqui não é contar sobre as maravilhas que esse negócio pode fazer para organizar seus treinos, definir metas e fazer competições "virtuais" marotas com seus amigos (sejam os vizinhos ou os que moram do outro lado do mundo).

Além das indescritíveis maravilhas desse site, existe a possibilidade de carregar os dados de sua pedalada (ou de sua corrida - pra aqueles hereges que fazem as duas coisas) através do seu celular (em tempo real, diga-se de passagem) ou através dos dados do seu GPS.

Desde o começo, após comparar pedaladas entre amigos, levantei a dúvida quanto à precisão da coleta de dados...

Imagino que um GPS com sensor de cadência e de velocidade da roda, seria mais preciso que um iPhone na hora de medir o trajeto.

Para tirar a dúvida, fiz um treino na última sexta-feira (03/02/2012 - com mínimas registradas de até -7ºC !! - por isso a foto com neve para ilustrar a postagem) com ambas maquininhas ligadas para tirar a teima, e aqui apresento os dados de ambas:


Garmin Edge 800 - iPhone
21,72km - 21,3km - Dist. Total
1:04:18 - 1:05:49 - Tempo
551m - 715m - Elevação
20,3km/h - 19,4km/h - Vel. média
55,6km/h - 55,2km/h - Vel. máx.

Fica claro, que para o medíocre nível amador da maioria dos mortais, os dois métodos apresentam dados bastante similares. Como imaginei, é claro que os dados do GPS Garmin Edge 800 são mais precisos, mas podemos dizer que a diferença na precisão não é coisa de outro mundo, o que torna bastante aceitável utilizar apenas seu celular para registrar seus treinos.

Agora parar de perder tempo e ir treinar pra ver se melhoramos o nível pra Amstel Gold Race em abril e pra L'Etape du Tour em julho!!! A final, o frio aqui na Catalunha nem está tão mal assim... Mínimas de -10ºC por uma semaninha é mole!!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PEÇAS VINTAGE NOVAS E NA CAIXA

Acabei de descobrir um tesouro enterrado por piratas nas costas do Mediterrâneo...

Tudo novo, na caixa e com aquele preço camarada! Muitas unidades e descontos para lojistas e grandes quantidades!!


Selim "Selle San Marco" Prestige 310 de veludo preto - R$ 100,00

Par de aros clincher Campagnolo Delta Strada XL 32 ou 36 furos (raríssimo em clincher e aquele visual de tubular pra colocar uns Continental GP4000 ou uns Panaracer e enganar seus amiguinhos!!) - R$ 280,00

Jogo de freios Modolo Flash (cabo por cima) - R$ 180,00

Jogo de freios Modolo Equipe (cabo por cima) - R$ 270,00

Roda-livre Regina Oro 6 velocidades (diversas combinações de pinhões) - R$ 90,00

Selim "Selle Italia" Alpine (com amortecimento e aquele visual do começo dos 90!) - R$ 100,00

Consulte preço de envio e disponibilidade de quantidades!!

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